segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Morte



Convivemos com ela todos os dias mas nem a vemos.
E por vezes resolve bater-nos à porta
Nesses dias, sentimos-la bem!!!
Doi, arranha, desfaz um pouco mais de nós...

Mostra-nos o quanto somos frageis, embora estejamos convencidos que somos fortes
Mostra-nos que perante tal inevitabilidade devemos tentar aproveitar o tempo que nos resta
Porque desta,ninguém mas mesmo ninguém, escapa...

Somos meros mortais e só se salva a alma. Essa, parte para outra dimensão e segue o seu destino
Por cá,  ficam os que sentem a falta de quem parte. Uns dias choramos, outros rimos .É que perante a vida madrasta , tentamos reagir o melhor possível. Honramos a memória de quem partiu, lembrando os bons momentos e assim ajudamos a alma a encontrar a eternidade

RIP, meu caro amigo
Que a tua viagem seja leve e chegues em paz ao teu destino 
Um dia ( mas não já) havemos de nos voltar a encontrar
Até lá 



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Em.bir.rar




em·bir·rar Conjugar
(em- + birrar)
verbo intransitivo
1. Teimar com insistência e vigor (em levar a sua avante).
2. Sentir antipatia.
3. Manifestar  vontadeantipatia ou aversãoem geral sem razão muito evidente (ex.: a professora embirra comigo e não percebo a razão). = IMPLICARHOSTILIZAR

"embirrar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/embirrar [consultado em 02-02-2016].




Ultimamente ando numa de embirrar solenemente com uma pessoa que não conheço e que não me conhece também!! Parece impossível, não é?

Bem, conhecemos-nos do facebook, vagamente julgo eu, porque não somos amigos... A pessoa em questão tem é muitos amigos em comum comigo . A pessoa sabe quem eu sou mas não faz a mínima ideia que eu embirro com ela, espero eu, e ainda bem ....

Agora pergunto-me: Será isto normal?
Devo consultar um médico? E vou dizer-lhe o quê? Que ando a embirrar com alguém? Pois para isso não há remédio , vai ser a resposta

Então que fazer?
Bloquear a pessoa? É uma hipótese

Mas pensando melhor, depois não vou ver o que a pessoa comenta nos posts dos meus amigos e não posso continuar a implicar.... Ou será que vou ver mas sai a preto? Eheheh

Duvidas , dúvidas......
Interrogo-me porque é que embirro especificamente com essa pessoa e não com outra dentro do mesmo género. É que há lá tantas...  
Não consigo chegar a uma conclusão válida. Apenas deu-me para ali. Para embirrar especificamente com essa pessoa

Pronto , vou bloquear

A pessoa não deve merecer a minha embirração , digo eu
E conhecendo-me como me conheço, um destes dias sai bujarda e depois não há nada a fazer

Quem me deu este feitio de m.... podia fazer o favor de me tornar um pouco mais pacifica? Isso é que era.....








quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Voltar atrás? Sim




Nunca fui pessoa de voltar atrás nas minhas decisões. Mesmo nas que envolvem sentimentos e afectos, tento manter-me firme, ainda que , por vezes, me doa.

Eu era assim

Mas nunca digas nunca, lá dizia o outro.
E melhor ainda: não há nada como não ter para sentir a falta , não é? Pois claro. Clarissimo como água!!!

Assim, quando a saudade começou a bater, tentei não ligar e distrair-me com outros assuntos. O coração mantinha-se apertadinho e os nervos à flor da pele. A pagina de facebook era inspeccionada todos os dias para ver ser já havia concorrência, dei por mim a arranjar desculpas para lhe telefonar, mandar mensagens, etc, etc,  Isto é um bocado irreal se tiver em conta que umas semanas antes arranjava desculpas para não o ver.

Achei que o que havia, tinha acabado

Não podia estar mais enganada. O que eu sentia era o peso da rotina e o da responsabilidade e não falta de amor.  Estava fartinha. Mas bastou terminar, para passados uns dias me ver confrontada com a saudade.... Oh bicho incompreensível!!!

Pé ante pé, lá me fui insinuando e ele aprovou :)

E hoje eu sou feliz outra vez e sei que ele também!!!

Pode até ser piroso!! Assim é o amor. Uma piroseira que não se aguenta mas que nos faz feliz!!!








Sex on wheels




Chamem-me esquisita mas nunca gostei de fazer sexo no carro

Passo a explicar:

Quando era miúda, ninguém tinha carro, portanto , sexo no carro era impossível!

Mais tarde, já toda a gente tinha carro mas eu lá fui conseguindo, com mais ou menos conversa, evitar que a coisa se desse dentro da viatura. Sempre olhei para a situação com uma certa desconfiança e portanto não facilitava. É que não interessa se a viatura é grande ou pequena. Toda cheia de mariquices ou algo simples e pratico. O principal é que não dá jeito nenhum. Ponto. Se a tesão for incontrolável, mais vale sair do carro e usar o capot como apoio !!!

Uma ressalva para aquelas banheiras americanas, que nessas até deve dar para fazer sexo a 4 ou 5 !!!

Mas estamos em Portugal e continuo a afirmar que dentro do carro não dá jeito, nem no banco da frente, nem no banco de trás, mesmo sem cadeiras de bébé, nem nada. Vejamos: se for à frente, e eu me sentar em cima, não só fico rapidamente aflita das pernas por causa da posição, como vou batendo com a cabeça no tejadilho!!! Se for atrás e já der para deitar minimamente, falta sempre espaço ou para uma perna ou para as costas. Depois é praticamente impossível não sujar os estofos.....

Para além de tudo isto, eu também serei um bocado azarada. Das vezes que tentei no carro, o resultado foi o seguinte:
Uma vez, no calor da paixão, e porque já não tínhamos espaço, saímos e a porta do carro fechou-se! Resultado: ficamos meio nus , ao relento, e era quase de manhã. Solução : partir um vidro :( , vestir e ir para casa acabar o que tivemos que deixar a meio...
Outra vez, a coisa estava tão animada que o moço bateu com a cabeça no parabrisas e ... partiu-o. Nada agradável. Felizmente não houve danos físicos mas foi um  problema  convencer a companhia de seguros que tinha encontrado o carro assim!

Conclusão:

Por muita tesão que haja, no carro, nem pensar!!!









Já se o veiculo tiver apenas 2 rodas, a coisa já muda de figura. Num local sossegado pode ser maravilhoso. Claro que há que ter cuidado com a moral publica e não ser apanhado pela policia! Fora isso , há inúmeras posições possíveis e quase todas muito boas. Fazer amor sob a luz das estrelas é uma experiência única :) Recomendo !!!










segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Done





E pronto
Já foi......






Espero que sem grandes mágoas
mas teve mesmo que ser




quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Casual Sex? Sim ou não?


Casual sex can be very good but you can never anticipate the heart damages.... It's a big risk, yes


Jacques Biederer vintage erotica sex


Sexo casual pode ser divertido, excitante e uma excelente experiência de "no strings attached" mas tem custos. É certo que não provocará grandes danos, mas tem sempre alguns custos associados

Há uns tempos conheci uma pessoa com quem simpatizei bastante e por quem também senti aquela química. Encontramos-nos várias vezes. Cafés, jantares, saídas à noite por Lisboa, etc. Uma grande amizade estava a construir-se. Para além dessa amizade, a química entre nós persistia. Tínhamos que fazer algo acerca disso. Depois de muita conversa, lá chegamos à conclusão que podíamos perfeitamente ter uma amizade colorida. Mas só isso. Ficou bem claro que iria ser uma coisa assim sem compromisso e garantidamente nunca viria a transformar-se numa "relação".

Após essa "conversa", combinamos uma saída, como habitualmente, mas desta vez sabíamos que ia ser um pouco diferente, embora não o tenhamos admitido verbalmente!! Claro que foi fantástico e que terminou em vale de lençóis nessa mesma noite. Foi tudo muito poderoso, muito erótico e aquela coisa de saber que não ia haver "o dia seguinte" levou-nos a uma libertação completa e total. Em resumo: foi fabuloso!

No final, combinamos que íamos  pensar no que tinha acontecido e ver como nos sentíamos em relação um ao outro e ao que tinha acontecido. Suponho que nenhum de nós estava à espera que a coisa corresse tãaao bem!!!


O certo é que o nosso encontro tinha sido tão fantástico, tão gratificante e tão bom, que acabámos por acordar em manter a amizade colorida. Mas os encontros iam-se sucedendo cada vez com menor intervalo de tempo. Criou-se quase uma espécie de urgência em nos aninharmos nos braços um do outro. Já pouco falávamos de nós, ou do que estávamos a fazer. Quando nos encontrávamos era para o que era e pronto. Nenhum de nós estava interessado em ser apresentado aos pais e etc. 

Esta amizade colorida foi muito importante para mim porque eu ainda estava um bocado ligada ao meu ex e não me sentia em condições de amar mais ninguém. Ele também ainda sofria um pouco a perda da namorada. Assim, ambos nos "consolámos" sem restrições, sem 2ªs intenções. Parecia-me quase perfeito !!!


Bem... no fundo, no fundo, acho que sabíamos que o que andávamos a fazer iria ter consequenciais futuras mas não se pensava muito no assunto. 


Helás, lá chegou a altura em que achei que tínhamos que parar com aquilo. Voltarmos apenas e só à nossa amizade. Ponto. Andava a interessar-me por uma pessoa e não queria estar a "enganar" o meu amigo. Disse-lhe exactamente isto e a reacção não foi a melhor. Não porque me amasse ou quisesse ter um relacionamento comigo, mas porque já se tinha habituado a mim e sentia-se muito confortável assim. 


Eis o custo da nossa amizade colorida. Custo esse que nenhum de nós soube avaliar quando acordamos o colorido mas que agora era evidente que estávamos ambos a pagar.

Foi doloroso para ele e foi doloroso para mim. Também lhe senti a falta e de que maneira...

Agora, à distancia, sei o quanto ele me fez bem e que foi reciproco. No entanto, não deixei de causar infelicidade a uma pessoa a quem quero muito bem e eu própria também sofri com uma situação que não soube controlar.

Depois lembrei-me que não conseguimos "mandar" no que sentimos ou não sentimos. É uma coisa que acontece...

Daí o risco de um envolvimento sem se querer realmente envolver.... (Passe a redundância).

No final, ambos perdem. 

No final, os custos , maiores ou menores, pagam-se.