Tu e eu abraçados, despidos de convenções e
preconceitos, sem questões ou receios. Envolvemos os nossos corpos,
desejosos de prazer, somos cúmplices neste amor. Não há questões difíceis, não
há perguntas nem respostas, como gostamos. Somos apenas nós. O mundo está lá
fora na sua imensa azafama... Nós estamos os 2, para o teu prazer, para o meu
prazer, para o nosso prazer. O teu carinho, a magia dos teus gestos, as tuas
palavras doces surpreendem-me sempre. Das nossas vidas, o tempo que guardo para
ti, o tempo que roubas para mim. Perante tudo isto, devoramos-nos com
sofreguidão ainda que saboreando cada pedaço de pele, cada pedaço do nosso ser.
Sem pressas, sem levar a vida demasiado a sério.
Passo os meus dedos pelo teu pescoço, a minha língua pela tua boca carnuda
e deliciosa. Absorvo cada beijo teu, derreto-me no sabor da tua língua. Tento
prender-te ao meu corpo, ligar-te a mim. Desço devagar e deixo um rasto dos
meus beijos pelo teu corpo. A minha língua demora-se à volta dos teus mamilos.
Sei que gostas, que te arrepia. Estremeces de prazer. Apertas-me nos teus
braços e sussurras-me ao ouvido, não pares! Não paro, claro. Nem eu, nem o
tempo que depressa voa. Que leva o nosso prazer, que me impede de te saborear
até ao final dos tempos.
Tenho frio, quando partes. Fazes-me falta. Fazem-me falta todos os pedaços
de mim que levas contigo. Deixaste-me o teu cheiro no meu corpo, o teu sabor na
minha boca, o melhor de ti no fundo de mim, o calor do teu corpo no meu
cansaço, a felicidade que deixaste estampada na minha cara. Levanto-me e apanho
os destroços do que ficou. São peças de roupa espalhadas pelo chão, são restos
de mim que ficaram perdidos, espalhados pela casa. É o que sobra de mim depois
de te dar quase tudo. Sou feliz!
E ser feliz não é pecado!






