segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Quando o Diabo quer simpatia

(Milo Manara)


“Chassez le diable et il reviendra ao galop”


Esta expressão francesa quer mais ou menos dizer que, se corrermos com o Diabo, ele voltará a galope. Ou seja, se expulsar um problema pela porta, ele entrará pela janela…

Há questões que vão acontecendo e que pura e simplesmente não podem ser exorcizadas. Reconhecer o problema ou o fantasma, identificá-lo e esperar que desapareça, não se aplica. É preciso alterar a forma e fazer algo de maneira diferente para que tudo volte a funcionar  normalmente; trocar a peça defeituosa para o que o motor role suavemente outra vez.

Mas estas situações, mesmo as difíceis e complicadas, são as que dependem apenas de nós próprios: da nossa decisão, força de vontade, etc, etc.

Depois, há os Diabos que, para deixarem de o ser, de arrombar portas e partir os vidros da casa, teriam que colaborar um bocadinho em vez de obrigarem os outros a puxar pela cruz e pela água benta. Teriam que reflectir, tornar-se um pouco mais decentes, mais humildes, em vez de gritar que os julgam, que não os aceitam como são, que são sempre injustamente condenados e que ninguém tem simpatia pelo Diabo…

Bem, não se aceitam essas pessoas tal como são, nem tanto pela mania de julgar os outros, mas porque, convenhamos, viver numa casa infernalmente assombrada é um bocado cansativo. E como o exorcista amador de serviço e o Diabo não se entendem, caçam-se, acusam-se, batem  com portas e janelas e a sessão de terror é contínua.

Há coisas que não se resolvem. Ponto. Nem com Vade Retro, nem com Sympathy for the Devil






quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

I am a fuckin princess


Pergunta do dia:

Mas será assim tão difícil de perceber que não sou Domme? Nem sequer switch? Ter um flogger e gostar de o usar, não faz de mim uma Domme, ok? Ser assertiva, arrogante, toleirona e exibicionista, não faz de mim uma Domme. Gostar de saltos altos, latex e cabedal, não faz de mim uma Domme. Ter mau feitio, responder à letra a quem me chateia e não deixar que me destratem, não faz de mim uma Domme.

Nada tenho contra as Dommes e Doms, obviamente. Apenas não sou um deles…

Pelos motivos acima expostos, é que ainda me interrogo porque é que recebo tantos pedidos de amizade de submissos/as que depois vêm oferecer os seus “préstimos”. Acho querido e tal, mas perdem tempo comigo






quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Coisas que (quase) me irritam



(fonte desconhecida, mas muito acertada)


Vamos imaginar que me convidam para uma brincadeira. Eu alinho. E brincamos durante um tempo indeterminado............

A certa altura, a pessoa que me desafiou para a brincadeira, já não quer brincar mais…  mas eu quero e continuo a brincar…  (só faço o que me apetece!! Já toda a gente sabe :)). A outra pessoa fica toda ofendida por eu continuar uma brincadeira que ela já não quer brincar. Então? Não queria brincar? Não lançou o desafio? Agora aguente-se!!

Ah pois, é que agora já não lhe convém, já não lhe dá jeito, etc e tal . Lol!! Temos pena. Se não queria brincar, não se devia ter chegado à frente com “convites”. Se não me tivesse desafiado, eu teria continuado na minha vidinha e não tinha entrado na brincadeira. Simples, não é? Pois parece que afinal não é… Ou devo ser eu que não percebo nada disto das brincadeiras ou então tenho um feitio tramado.

E eu que me farto de dizer que cada um tem de mim sempre mais do que merece!!! 

Ninguém percebe?


Just saying ……





sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A Coleira




Ele adorava aquela coleira!

Ela ficava linda quando a usava. Habitualmente mandava-a despir-se, com excepção dos sapatos, depois levantava-lhe os cabelos loiros e sedosos e prendia a coleira (justinha, para que ela a sentir). Deixava-a estar assim quietinha e um pouco envergonhada, durante uns bons minutos. O efeito que aquela mulher produzia nele, era avassalador. Para não lhe dar muita confiança, ele mantinha-se vestido.
Mais outro ritual: ela vai buscar a trela. Ia variando a forma como a mandava faze-lo. Tanto podia ir a pé, como de joelhos. O que não variava é que ela deveria sempre trazer-lha na boca e esperar que ele se dispusesse a pegar-lhe. Aquele momento era o indicador da entrega absoluta dela e ele não conseguia desviar os olhos gulosos da sua amada “presa”.
Com jeito, prendeu a trela à coleira. Agora sim. Ela estava perfeita para ele… Para ele fazer dela o que quisesse. Já não havia hipótese dela fugir…

“Pronta?” pergunta mas quase em tom de afirmação. Ela limita-se a acenar com a cabeça, olhos baixos mas com um sorriso discreto. Quem observasse a cena de fora, ia achar que a mulher estava a ser maltratada, mas na realidade, ela tremia de excitação e já começava a sentir uma certa humidade entre as pernas. Aquele homem forte e poderoso era tudo o que ela mais desejava.

“Vamos passear, cadela” e dito isto, deu um puxão à trela e levou-a a passear por todas as divisões da casa, enquanto lhe ia dizendo o que talvez, mas só talvez, lhe ia fazer. Primeiro ela estava de pé, mas rapidamente ele a mandou ajoelhar-se e continuar a acompanha-lo. Sabia bem que lhe doía andar de joelhos, mas isso fazia parte do jogo. Neste dia, e pela primeira vez, abriu a porta de casa e deram uma volta pelo jardim. E se aparecesse alguém? Talvez por já ser tarde, não viram vivalma. Mas ele, com os sentidos treinados para estar sempre alerta, viu algumas cortinas a moverem-se na casa de uns vizinhos. Rui-se e imaginou o que aqueles totós suburbanos dariam para estar no lugar dele. Sim porque a maioria era uma cambada de paus mandados das respectivas.

A sua “princesa” como ele gostava de a tratar, estava com medo de ser vista, estava também com frio e com vergonha, mas não se atrevia a reclamar ou seria pior para ela. Durante o longo passeio, ela apenas desejava que ele a deixasse levantar e a levasse para dentro de casa. Ainda teve que esperar mais um pouco… Ele sentou-se numa das espreguiçadeiras do jardim e mandou-a beija-lo. Foi um beijo longo e molhado que lhes inflamou ainda mais o desejo.

“Chega de passeio, vamos lá tratar de ti”. Puxou-lhe a trela para cima e ela rapidamente ficou de pé. Com a trela bem curta levou-a para dentro de casa. Assim que entraram e a porta da rua se fechou, ele , num gesto rápido, encostou-a à parede e acariciou-a como se fosse a primeira vez que a via. Ele estava proibida de se mexer. Era uma tortura. O que ela queria mesmo era agarrar-se a ele, aninhar-se no colo dele… Tinha frio e  estava tão excitada. Tinha adorado aquele passeio, embora algo doloroso para os joelhos… As caricias continuaram com algumas maldades pelo meio. Os bicos do peito estavam duros e empinados do frio e da excitação, ele beijou-os, mordeu e puxou-os sem dó, durante o que a ela pareceu uma eternidade. O seu sexo parecia gritar por atenção, mas teria que esperar.
Sempre com a trela em tensão, a mão dele desceu até ao sexo. Ela estava a escorrer. Ele riu-se “És mesmo uma cadela desenvergonhada!! Olha para isto!” Ele tocava-lhe divinalmente, era sempre muito meigo quando começava a mexer-lhe no sexo. Ela ainda não tinha percebido se ele não a queria magoar ou se era também parte do tease que ele tanto gostava de fazer. As pernas começavam a fraquejar e o orgasmo dela estava cada vez mais próximo. Os dedos dele eram mágicos. Ora apertavam o clitóris, ora enterrava 2 dedos dentro dela, bem fundo para retirar muito devagar. Perante todo este estimulo, ela estava a ficar com sérias dificuldades em aguentar o orgasmo que se preparava para explodir . “Posso vir-me?” pergunta . “Deves estar a brincar” foi a resposta. A estimulação aumentou. A trela continuava em tensão e puxava-lhe o pescoço, a mão dele não parava de a torturar. Ela não aguentou e, sem querer, teve um poderoso orgasmo que deixou a mão dele toda molhada e até uma pequena poça no chão. Ele parou imediatamente. Abraçou-a, largou a trela e pegou-lhe ao colo. Enquanto a levava para o quarto, lá lhe foi dizendo que a ia fazer gritar pela desobediência.

Com jeito, pousou-a em cima da cama e sentou-se ao lado dela. Voltou a agarrar a trela e puxou-a para cima dele, de modo a que ela ficasse de barriga para baixo, em cima das pernas dele. O rabo dela era ainda mais branco do que o resto do corpo, fruto da nunca apanhar sol. Em breve mudará de cor, pensou ele com um sorriso. A vontade de a tomar nos braços e de a amar era enorme, mas ele queria prolongar a brincadeira. Adorava brincar com ela. Ela respondia aos estímulos de uma forma única.
Retirou a trela mas manteve a mão na coleira. Com a outra mão começou a acariciar-lhe as nádegas, como que a medir os sítios onde pretendia acertar. A primeira palmada fez eco pela casa e arrancou um grito à sua princesa. Foi mais a surpresa do que a dor, desta vez. Depois começou o verdadeiro castigo. Veio a 2ª, 3ª, 4ª palmadas e a pele branquinha já estava a ficar num lindo tom de rosa. Ela retesava-se de dor cada vez que ele acertava, mas agradecia cada palmada. Ele contou 30 e parou. Puxou a coleira e olhou para ela. Os olhos estavam cheios de lágrimas, mas na boca estava “aquele” sorriso que o desarmava.
Pronto! Precisava de a foder! E fode-la bem! Faze-la sentir quem é que mandava. Faze-la sentir e gozar todo o prazer que ele tinha para lhe dar!!



O meu rabo já deve ter passado para roxo. Arde-me mesmo…. Mas o meu desejo. Eu sei que não sou masoquista, mas aquelas palmadas, o passeio, a coleira e a trela, aquela voz quente… puseram-me em ponto de ebulição. Preciso dele dentro de mim, oh como preciso. Grito quando levo a ultima palmada. Ele guarda sempre a pior para o fim. Depois beija-me as nádegas com meiguice. O meu corpo já não me pertence. Pertence-lhe a ele. É apenas um objecto para ele brincar, usar e abusar à vontade. A minha mente flutua num limbo sem fim.
Manda-me despi-lo. Quando lhe tiro as calças, vejo que está tão excitado como eu. Quase naturalmente, tento beijar-lhe o sexo. Sou afastada. “Hoje apetece-me foder-te. Foder-te até não aguentares mais. E vou foder-te o cu, por isso prepara-te.”
Eu tenho pavor de sexo anal, mas desejo-o. Sei que dá  prazer ao homem que adoro e como confio nele, sei que não me vai magoar (muito).
“Queres que te foda? cadela. Queres que te enterre todo até ao fundo?” Grito que sim, que quero tudo, que o quero mais que tudo.
Deita-se em cima de mim e as minhas pernas abrem-se (automaticamente?). Entra dentro de mim de um só golpe. Está quente, a ferver mesmo. Adoro o cheiro dele, adoro quando ele me preenche assim. Forte, poderoso e seguro do que lhe pertence. Peço-lhe que não pare, que me foda com força. Ele não se faz rogado. Outro orgasmo prepara-se. Vou molhar a cama. E ele continua, ritmado. Uma força da natureza. Queria tanto esperar por ele mas não consigo. Tenho outro orgasmo poderoso que o deixa triunfante. “Gostas mesmo disto, minha linda princesa, mas ainda não acabamos”
Vira-me de quatro na cama e agarra a coleira por trás. Baixa-se e põe a boca entre as minhas nádegas. Lambe-me assim, sôfrego do meu sabor. Quer tudo e sabe bem como obter o que quer.
Levo mais uma palmada, quando afasta a boca das minhas nádegas. Num instante, volta a entrar dentro de mim. Golpes rápidos e fortes como eu gosto. Gemo de prazer. Ele puxa-me mais a coleira e o meu corpo forma um arco. Empino o rabo para que ele me penetre como eu gosto. Quero mais, quero que me abra assim para ele. É tão bom…… Sinto-o duro, muito duro. Está prestes a gozar. Mete 2 dedos dentro da minha boca com a recomendação de os deixar bem molhados. Depois enfia um dedo no meu cuzinho apertado. Tento esquivar-me porque doi, mas ele tem-me bem presa. Acabo por relaxar um pouco. Ele, claro, aproveita e enfia mais um dedo. “Está a doer” vou-me queixando. Mas vou ter outro orgasmo? Não pode ser… . Mas a dor no rabo e o prazer de o ter dentro de mim,  está a enlouquecer-me. Ele mexe os dedos para me torturar ainda mais e continua num ritmo implacável de vai e vem dentro de mim. A imagem que lhe devo estar a proporcionar deve ser algo divinal. Ver-me assim completamente à sua mercê. “Gosto tanto de te foder e agora vou-me vir” No minuto a seguir, sinto o seu liquido quente bem no fundo de mim e vêm-me as lágrimas aos olhos, lágrimas de felicidade pelo prazer que lhe consegui dar e pelo enorme prazer que ele me deu.
Com jeito, retira os dedos do meu rabo. Arde como o diabo, mas eu não me importo. Depois vira-me suavemente e beija-me terna e longamente. Primeiro a testa, depois os olhos, o nariz, até chegar á minha boca que o espera. Estou feliz, quentinha, satisfeita. Será isto o paraíso?
Acabamos por adormecer assim colados. As nossas respirações encontram-se e o cheiro a sexo predomina no quarto. Gosto de adormecer a ouvi-lo respirar. Nos lábios tem um sorriso meio evil, meio doce. É por causa destes e de outros pequenos pormenores que eu tanto gosto deste homem.
No dia seguinte tenho que vestir uma camisola de gola alta. O pescoço está todo tingido de cor-de-rosa. É o que dá comprar coleiras de cores exóticas!!!




segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Este post é mesmo para ti!


Não sei o que fiz para merecer os teus braços,
Não sei o que fiz para merecer os teus abraços.
Abraços, beijos (tu beijas tão bem...), os teus mimos, a tua atenção e
o teu Amor (sim, Amor com maiúscula).

Há uns anos ainda tentava perceber o porquê de certas coisas. Já desisti. A vida está sempre a trocar-me as voltas! lol

O que eu nunca imaginei foi que a vida me trouxesse a tua pessoa!!!! Será que a sorte tem algo a ver com isto? Eu sempre tive foi sorte ao jogo....

Só sei que estou feliz, muito feliz por existires, por me deixares partilhar a tua vida  É um privilégio ser tua!

Não sei mais o dizer-te que não seja: OBRIGADA , ADORO-TE