sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Tenho um medo




Tenho um medo:
Acabar.

Não entendo que acabo todos os dias.
Que morro no amor,
Na tristeza,
Na duvida,
No desejo.

Mas renovo-me todos os dias.
No amor,
Na tristeza,
Na duvida,
No desejo.

Sou sempre outra
Sou sempre eu própria
Morrerei por idades imensas

Até não ter medo de morrer.  E então serei eterna




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"Freedom"


"Devagar, o tempo transforma tudo em tempo. O ódio transforma-se em tempo. O amor transforma-se em tempo. A dor transforma-se em tempo. Os assuntos que julgamos mais profundos, mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, transformam-se devagar em tempo. Mas, por si só, o tempo não é nada, a idade não é nada, a eternidade não existe."
José Luís Peixoto



3 semanas off line

Que me lembre, desde que a internet entrou na minha vida, nunca tinha estado tanto tempo off!!

E que andei eu a fazer durante este tempo todo?
FÉRIAS, pois claro!!!

Este ano as férias foram bem diferentes do habitual. Uma semana no Algarve com a cria. E as outras 2 semanas cá pelo burgo mas em grande animação e canseira :) É porque é bastante cansativo levantar da cama e deitar na praia e levantar da praia e deitar na cama!!! Por isso mesmo ia fazendo umas incursões nocturnas a vários sítios. 
Resumindo: Comer, dormir, beber, dançar e outras coisas igualmente interessantes.

Aproveitei o tempo para ler. Sim, ler livros. Adoro ler mas isto da net faz com que leia muito menos. Dá ideia que se se está on line,  há menos tempo para a leitura de livros. Li 3 dos livros que tinha guardados para ler nas férias. Soube-me tão bem!! 

Também aproveitei o tempo para pensar. Para pensar na vida, nos acontecimentos dos últimos tempos e da forma como me afectaram. Alguns danos serão irreversíveis, de outros estou a recuperar e muito bem !
Aliás este tempo também serviu para descobrir muita coisa em mim que andava cá e teimava em não sair. Agora que sou realmente livre, posso dar liberdade e expressão a essas vontades.





Algumas coisas já fiz, outras ainda não. Do que fiz, surpreendi-me agradavelmente. Assumi posturas que há um tempo eram impensáveis para mim, mas que agora fazem todo o sentido. Acho que evolui, cresci... Ando contente com esta mudança. 


Decidi que não ia continuar a deixar-me afectar por pessoas ou coisas que não valem a pena. Pessoas que sob a capa do cordeiro, são lobos. Mas aprendi que só são lobos enquanto lhes dermos importância para tal. Afinal, também eu posso ser uma loba feroz! . Não loba, não. Eu sou e serei sempre até morrer, uma feroz Leoa!!  Decidi que o rumo que quero para a minha vida é viver bem o presente, pensar um pouco no futuro e marimbar-me para o passado. E porquê? Sinceramente o passado recente estava a modificar-me, estava a tornar-me numa pessoa insegura, numa estranha. Estava a transformar-me em algo que nem eu gostava. Isso não pode ser.  Se a minha máxima é : Eu sou como sou, sei quem sou e mais importante ainda, gosto do que sou! Como é que estava a deixar-me transformar em algo sem conteúdo? Em alguém que eu própria desprezava? Não, não podia ser. Tinha que voltar a ser EU outra vez! E estou a voltar, mas a voltar não exactamente igual. Estou a refinar-me!! Ahahahah!! Vamos ver se não me refino demais. Ando com umas ideias um bocado loucas e encontrei uma pessoa que adora as minhas ideias! A minha cabeça fervilha a mil à hora e, no entanto, sinto-me perfeitamente em paz.

A Vadia andou um bocado em baixo, mas agora voltou pronta para a paz ou para a guerra! Para o amor! Para a paixão! Odios? Nem pensar! 


Quem não gostar desta nova Vadia, pois temos pena, ou até nem temos :)))

Novas aventuras aguardam-me! Novos desafios! Como eu gosto.

Obrigada Vida! És maravilhosa (mesmo quando achamos que és uma merda, és maravilhosa e ensinas que há sempre um caminho)


Freedom é uma boa música :)








sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ter, deixar de Ter, voltar a Ter e deixar de Ter outra vez....





Enquanto fui criança e adolescente sempre tive. Ás vezes até era demais. Mal me deixavam respirar… Muito jovem ainda deixei de ter por opção minha. E assim habituei-me a viver sem ter. Sempre assim vivi até a uma certa altura em que encontrei alguém. Esse alguém fez-me acreditar que podia voltar a ter, a sentir. Garantiu que era isso que queria, que era com essa postura que se sentia bem. Eu já estava demasiado habituada a não ter. Mas, no fundo, no fundo, até sentia falta. E acreditei. Acreditei piamente. Fui tola, ingénua, crédula, etc., etc. E continuei a acreditar. Enquanto tive, fui muito mais feliz do que já era antes. Foi um mais na minha vida. Sentia-me ainda mais segura de mim, sentia-me confiante e poderosa. Era excelente. Era como se voltasse a ser a criança e tivesse voltado a ter aquilo que tinha deixado para trás. Sim, eu sei que na altura me sufocava, mas agora era diferente. Não me tirava o ar, muito pelo contrário. Fazia-me sentir ainda mais segura. Esse alguém dava-me algo que eu não procurei mas que estava a gostar de ter. Esse alguém prometeu, jurou e desvelou-se em cuidados e carinhos.

Passado um tempo comecei a sentir que se calhar já não tinha completamente. Mas eu tinha tanta vontade de acreditar que ainda tinha, que me recusava a ver o que já era evidente. Claro está que chegou o dia em que me virei ao contrário, fiz uma revolução, provoquei uma tempestade e... deixei de ter…. oh merda, e agora? Já me tinha habituado a ter e de repente fiquei sem… Não se sente a falta do que nunca se teve. Mas se se teve e depois se deixa de ter, como é que se faz para voltar a ser feliz sem ter? Ora aí está a grande dúvida. Eu ainda ando meia perdida mas sei que vou voltar a ser feliz mesmo sem ter. Se durante tantos anos vivi e fui feliz sem ter…

Isto faz algum sentido? Provavelmente não, mas é assim sem ter ...

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Dia 21 de Julho. Sim . Alterei a imagem do texto :)) Esta é mais apropriada. !!!! Fui



terça-feira, 16 de julho de 2013

Almost a Kiss



Ele aproximou-se. O seu olhar era intenso e provocador. Foi então que reparei nos seus lábios, grossos e suculentos. Era impossível olhar para aquela boca e não sentir uma enorme vontade de a beijar, trincar, chupar!!

Os seus olhos irradiavam desejo, vontade de me castigar pelas minhas provocações subtis feitas durante a noite.

Passou um dedo suavemente pelos meus lábios. Queria beijar-me, mas não o fez. Olhou fixamente para mim e sorriu levemente

- Quero-te – Disse-me quase num sussurro
- Eu sei – respondi também baixinho

Eu sabia bem que ele me queria. Era a forma como o seu corpo reagia ao meu toque. Era a forma como ele próprio me tocava. Levemente, mas com uma firmeza que só tem quem sabe exactamente o que quer.


E, naquele momento, ele era o homem mais adorável e mais erótico que eu tinha conhecido. E cada vez que o olhava, vinha aquela vontade louca de me lançar nos seus braços e de me entregar.