quarta-feira, 15 de maio de 2013

Da grandeza




"Um grande homem demonstra a sua grandeza pela forma como trata os pequenos"
Thomas Carlyle








Ao longo dos meus “poucos” anos de vida tenho conhecido vários tipos de pessoas. Umas melhores, outras piores, outras mesmo mázinhas. Conheci homens com H grande e homens apenas. Claro que os homens não se medem aos palmos. Por isso, não interessa nada o tamanho, seja na altura, seja no tamanho do que têm entre as pernas. O que é realmente importante é a grandiosidade do que são capazes, ou o uso que dão ao comprimento que Deus lhes concedeu. Just like that!

Li algures que quem nasce lagartixa, nunca chegará a jacaré e é verdade. Por muitos cursos, mestrados ou doutoramentos que tenham e mesmo que andem a bradar aos céus, virtudes, integridade, valores, etc. de nada lhes vale, porque um idiota será sempre um idiota, por mais cursos que tenha.

“Podemos querer ser muito grandes, mas somos sempre do tamanho com que abrimos os braços aos outros e fazemos a grandeza dos nossos gestos”

Depois de uns anitos a virar frangos, consegue-se fazer uma selecção quase natural, mas mesmo assim, aparece sempre um cromo que consegue infiltra-se na linha da frente. Esta técnica de guerra é digna apenas dos melhores, dos que dominam a arte da manipulação melhor que todos os outros e criam cenários onde camuflam emoções. Confundem o adversário a qualquer preço, sem olhar a meios para atingir os seus ignóbeis fins. Apenas lhes interessa chegar onde é necessário e o resto que se f… . São pessoas que sem quaisquer valores morais, fodem tudo por onde passam.

Eu, armada em loura, entrei sem receio e de peito aberto. Confiante, dei o melhor de mim. Enganei-me. Saí magoada. Afinal era um campo de batalha onde se mediam forças, testavam-se pessoas e se examinavam os pontos fracos. Tudo isto digno de um profiler do FBI. No final, o inimigo exposto é um alvo fácil a abater. Basta dar  a ordem.

Sei que quem vai à guerra, dá e leva, que  há e haverá sempre vencedores e vencidos. Desta vez, perdi. Isso é claro para mim. E as únicas guerras que não deixam sequelas, são as guerras de almofadas.

Mas não vou perder mais tempo com estas considerações. Gente pequenina que só serve para me fazer rugas!!!! Há homenzinhos que de grande só têm a arrogância. Por muito que queiram parecer crescidos, serão sempre pequeninos no tamanho e nas atitudes.


Claro que às vezes falhamos, somos humanos. Mas a superioridade na vida traduz-se na forma como nos comportamos face aos outros. E como dizia o meu avô, quem não perceber isto, mesmo que um dia chegue a general, nunca passará de soldado raso!






Dolls


I just love these dolls!!! I can be all or each one of them!
Just make me mad and you'll see what comes up...
In other occasions, I just feel like being bitchy, bitchy for no reason
That's how and who I am, sometimes 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Keep calm



Irresistivel não colocar este "Keep calm" aqui

P.S.
Se alguém se sentir atingido, pois temos pena, ou se calhar, não temos!!!!!



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Eu sei quem sou !!!



Eu sou o que sou. E sei quem sou. Mais importante que tudo isso: Gosto do que sou !! "



"I am what I am. And I know who I am. But more important of all: I like what I am !!


by: Me





Já há algum tempo escrevi esta frase. Numa altura de raiva e mágoa. Agora as coisas estão mais calmas mas continuo a subscrever inteiramente o que escrevi

Parece estranho estar a repetir-me... mas preciso de o fazer. Se calhar o melhor mesmo era imprimir esta frase em letras garrafais e colar no espelho da casa de banho. Assim, todas as manhãs era "obrigada" a ler o meu mantra.

Em complemento a esta frase, acrescento o seguinte: 
Quem não gostar de como eu sou, pois , temos pena. Eu não vou mudar. Não vou mudar por ninguém. Não vou mudar só porque um atrasado mental qualquer, que um dia amei, acha que eu me portei mal e que por isso tenho que mudar!!! 
Não e Não!!!

Eu sei do que sou capaz. Aliás, nestes últimos tempos, tenho sido capaz de muita coisa. E nem sempre coisas boas. A maior parte até muito mázinhas... Tive umas atitudes e acções digamos que menos próprias de quem quer ser um ser humano decente... Mas lá está, não é por morrer uma andorinha que a Primavera se acaba (acho que é assim que se diz). 

Eu sei que sou bem educada, civilizada, maluca, divertida, amiga do meu amigo, fiel como um cão ao meu amor. Claro que tenho defeitos!! E muitos. Sou senhora do meu nariz! Sou possessiva, ciumenta e, por vezes, agressiva. Nestes poucos (lol) anos de vida, aprendi muito sobre mim. Do que era ou não era capaz. Mas confesso que os últimos 2 meses foram particularmente fartos em descobertas acerca da minha pessoa. A tal pessoa que amei, em vez de tirar de mim o meu melhor, acabou por fazer sair de mim o meu pior. Mas um pior tão mau, tão mau, que cheguei a uma certa altura e até eu me assustei... Mas como é que eu fui capaz de fazer isto? perguntava-me com frequência. Enfim, suponho que aquilo que não nos mata, fortalece-nos. O que eu vi que era capaz de fazer, não me agradou nada. Por isso, nisso tenho que me corrigir. 

Nunca mais o monstro que vive dentro de mim, pode voltar a vencer!
Mas nunca mais mesmo!!!

A solução deve passar por não me relacionar com pessoas que possam ter esse efeito em mim! Ou talvez quando vir que a coisa está a descambar, ter a coragem de me afastar. Não quero mesmo, nem posso, nem devo !!! lol  estar ao pé de pessoas que me fazem mal. Que  dão força ao monstro!

O mais incrível é que eu até achava que essa pessoa me fazia bem, que me tinha melhorado como pessoa... bem enganada andei eu! 

Mas pronto, já passou
E ainda bem

Obrigada Universo! Obrigada ao meu Anjo protector!  Encarregam-se sempre de me por no bom caminho 

Da vida de nada me queixo. Pelo contrário, todos os dias agradeço estar aqui.






domingo, 5 de maio de 2013

Porque há mães e mães





Hoje comemora-se o Dia da Mãe. O 1º Domingo de Maio. Infalível....

Por todo o lado somos bombardeados pelo Dia da Mãe

Para mim é um dia deprimente. Temos pena.... pronto, confesso.





E porquê pergunta-se alguém que seja um filho "normal"?

Porque a minha mãe não foi a melhor mãe do mundo. Não que alguma vez me quisesse mal ou algo parecido, mas nunca sentiu o que é ser MÃE. Aquela coisa que se apodera de nós e nunca mais conseguimos largar........ . Pois à minha mãe nada disso aconteceu. Será assim mesmo para algumas pessoas?

Eu fui mãe muito nova, tal como a minha mãe, mas, ao contrário dela, eu amo a minha filha acima de tudo e de todos. Nem se encontra, acho eu, uma  explicação lógica para o quanto amamos os nossos filhos.

Sempre me senti uma espécie de irmã tardia da minha mãe e juntamente com o facto dos meus avós também eles serem novos, acabei por ser educada pelos meus avós. A minha mãe mantinha-se por perto q.b. mas praticamente não tinha voz na matéria, no que à minha pessoa dizia respeito

Talvez seja essa a explicação. Não chegámos a criar laços. E eu bem os queria criar....  só que ela sempre se afastou. Falo de uma mãe que em primeiro lugar é mulher. Falo da pessoa mais egocêntrica que conheci na minha vida. Que estava sempre muito mais preocupada com uma merda qualquer do cabelo, do vestido, das unhas, do cão, etc, etc... do que com o que eu lhe queira dizer. Eu, a tolinha do costume, sempre a tentar chamar a atenção e desejar com todas as forças que ela gostasse de mim o mesmo que eu achava que as mães gostam dos filhos.
Claro está que a coisa agravou-se muito entre nós quando eu fui mãe. Fui e sou uma mãe muito protectora. A minha filha é tudo para mim!! E depois olhava para a minha mãe e pensava que ela nunca tinha sentido nada disso. Foi muito complicado de gerir...

Ao fim de uns tempos (alguns anos, confesso), resolvi perdoar-lhe. Ou então também naquela base de se não os podes vencer, junta-te a eles lollol. Percebi que não havia nada a fazer. Já me tinha cansado de andar tanto tempo a remar contra a maré. Ela seria sempre assim, digamos que uma mãe com limitações, e pronto, mais ou menos resolvi a questão comigo.

Depois chegam estes dias convencionados como serem o Dia da Mãe e eu começo a pensar em tudo o que a minha não foi...
É uma grande, mas uma grande chatice mesmo.





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Pequena GRANDE Nota da Autora:

Não sou eu que vou julgar em causa própria, mas sei que desde que a minha filha nasceu que eu tento ser a melhor mãe possível que se pode ser.................... Posso ter tido algumas falhas, mas antes de ser mãe, sou humana, não isenta de falhas e defeitos. Espero sempre que a minha filha olhe para mim como o porto mais seguro da vida dela , com a certeza que estarei sempre do lado dela. E que um dia, quando eu for pregar para outras paragens, que se lembre de mim principalmente, com admiração, entre outros mimos!
Também sei que um dia será uma excelente mãe e amará os filhos como só uma mãe sabe como é amar verdadeiramente e incondicionalmente



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Clothespin




Meia hora de espera. Já devia estar habituada, mas, na realidade, não estou. Noutra situação ter-me-ia ido embora passados 15m, mas não vou ... O desejo vence-me e espero pacientemente, enquanto vou sendo “marcada” por vários homens que se vão aproximando do bar. A situação já está a ficar constrangedora quando finalmente Ele chega. Como por magia, todos os outros se afastam. Deixo de os ver. Só tenho olhos para um. Para ele. Dá-lhe um prazer perverso deixar-me assim neste tipo de situações porque me pergunta logo quantos já tentaram meter-se comigo. Observa que se soubessem que estou sem cuecas então é que era lindo. Há uma pessoa perto de nós que tenho a certeza que ouviu. Fico envergonhada mas também sinto um orgulho difícil de descrever. No bar há música ao vivo e vamos bebendo umas imperiais. De vez em quando, passa-me a mão por entre as pernas... e aprecia a pele macia e o meu estado de excitação . A minha ansiedade cresce, só quero sair dali, mas espero pacientemente que ele decida quando.
Passou-se talvez uma hora quando me diz que está na hora de irmos tratar de outros assuntos. O meu coração dispara, tremo de antecipação
Saímos do bar atulhado de gente. Ele como sempre ele vai á minha frente. O fresco da noite sobe-me pelo vestido e sinto-me melhor. Caminhamos calmamente de braço dado até casa. Ele vai falando dos livros que leu, do que tem andado a fazer, etc. Eu, como sempre, tento manter-me concentrada no que diz, mas já só penso no que me espera... Sofro por antecipação, a excitação de saber que vou sentir o seu toque.
Finalmente chegamos a casa. Pareço mesmo uma cadela no cio. Só me apetece agarra-lo, beijá-lo, pedir-lhe que me use, que me ame, que se sirva de mim! Ardo pelo chicote!
Beijamo-nos longamente. As suas mãos percorrem o meu corpo em movimentos lentos e provocadores. Manda-me despir o vestido. Fico calçada, com meias e o corpete novo que mal me deixa respirar. Ele elogia o corpete, diz que me fica surpreendentemente bem. Coro de orgulho. Adoro quando ele me elogia. Vira-me de costas, ata-me as mãos atrás das costas e diz-me para esperar.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Deception









Há pouca coisa que custe tanto como a decepção!


A morte da ideia que temos das pessoas e a consciencialização de que não passam de pessoinhas, capazes de tudo...incapazes de tanto! Para mim é brutal, pior que um estalo!


Alguém escreveu um dia: "A decepção é a verdadeira forma de provar como amamos alguém... As pessoas que mais amamos, são as que mais nos decepcionam."

E que fazer depois? Suponho que o melhor será esperar até que a vida me  mostre qual é o melhor caminho a seguir... mas para ver, é preciso estar atento... 

E se nenhuma resposta vier, talvez signifique que é preciso ver e ouvir com o coração. Respeitar o silêncio. Aceitar a ausência de quem tanto se deseja... Talvez não haja uma resposta e nem haja uma explicação

Às vezes, simplesmente não existem respostas nem explicações. Apenas a vida... Apenas as pessoas... Apenas o mundo... Apenas a dor e o amor... Apenas...

E se insistirmos em não aceitar, em nos revoltarmos... conseguiremos tão somente mais dor... e menos amor. 

E o mais curioso é que se chega a esta e outras conclusões igualmente interessantes, enquanto se fuma um simples cigarro à janela de casa de um amigo. 
Podia ser noutro sitio qualquer...