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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Let Go




Às vezes é necessário tomar decisões que nos são dolorosas
Foi o que me aconteceu há uns dias….

Afastei de mim alguém de quem gosto,  de quem gosto muito, mais do que essa pessoa pode imaginar...

E porquê? Porque era a única coisa decente a fazer.

Será que a outra pessoa percebeu?.... penso que sim, mas a maior parte das vezes não temos consciência do que é melhor para nós

Como o fiz? Da forma mais honesta e directa que foi possível

Era necessário?  Era. Isto das relação ditas não convencionais também tem muito que se lhe diga. Como Top da relação, a responsabilidade era minha

Será que vou ter saudades? Claro que vou. O que tivemos juntos foi muito além de uma simples relação D/s. Foi bonito, foi enriquecedor para ambos. Aprendi, aprendemos muito juntos

A outra pessoa vai ficar melhor sem mim? Vai sim. Eu acho que vai. Claro que continuarei a estar sempre presente, mas de uma forma diferente.

Como me sinto?  Sinto que tomei a atitude certa, mas tenho um buraco no estomago…

Crescemos todos os dias, aprendemos e seguimos em frente.  Ás vezes o sol brilha, outras vezes chove. Mas o sol vai secar as gotas de chuva e aquecer-nos. Depois a chuva voltará para nos refrescar novamente


Foi um dia difícil…


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Monsters are real


Monsters are real, ghost are real too. They live inside us and sometimes they win






Esta frase da autoria de um dos meus escritores favoritos , Stephen King, sempre me fascinou. Eu achava que ele era capaz de ter razão. Os monstros e os demónios não passam de seres humanos alterados. 
Se eu achava, agora tenho a certeza!!!

Sempre me considerei uma pessoa pacata, com sentido de humor, de bem com a vida, etc, e tal. Mas também sempre soube que havia algo dentro de mim que, em certas ocasiões, queria sair e mostrar-se ao mundo. Eu, como "menina bem comportada" que sou, sempre dominei muito bem estes monstros, demónios e afins...

Mas ele há dias e dias.... Há dias negros e mesmo que se queira muito, o monstro vence e damos por nós a fazer coisas e a tomar atitudes que ficamos atónitos como é que fomos capazes de tal.

Há uns tempos aconteceu-me algo que em vez de me entristecer, enfureceu-me. E enfureceu-me de uma forma muuuuito intensa. Vai dai fiz coisas horríveis  Ok não matei ninguém, mas pouco faltou. O monstro que habita cá dentro venceu-me e tornou-se real. Tive atitudes muito pouco dignas, ofendi pessoas que não mereciam a minha fúria  cogitei e planeei a minha vingança ao ínfimo pormenor. E quanto mais pensava no que estava a fazer e fazia, mais vontade tinha de continuar. Era como se me alimentasse dessa fúria. Dei por mim a rir-me às gargalhadas pela forma como estava a proceder. Cada vez que fazia algo mesmo mauzinho, sentia um prazer indescritível. Uma espécie de satisfação que me dava uma sensação de leveza e bem-estar. Tirava essa satisfação ao imaginar a cara da minha "vitima" ao receber as minhas ameaças, ofensas, etc. Também dava por mim, à noite na cama, a arquitectar um plano de vingança 100% seguro e 100% eficaz....
E assim perdi muito tempo e assim andei a alimentar-me de uma vingança parva e sem sentido

Logo eu que nunca fui para este tipo de coisas. Sempre fui mais naquela de não me agrada, passa a transparente. E desta vez as coisas levaram outro caminho. A uma certa altura cheguei a pensar que ia enlouquecer ou já estava enlouquecida. Concentrar-me era a minha maior dificuldade. As pessoas falavam comigo e eu só ouvia ecos difusos. Mas que raio me estava a acontecer?

Até que num dia perfeitamente normal em que fui beber café com umas amigas, dei por mim a olhar para o sorriso de uma miúda que adoro. E nessa hora venci o monstro que teimava em manter-se à tona!!! A vida é tão bela, tão fantástica. O sorriso de uma criança move montanhas! 

O monstro voltou para o buraco escuro onde estava e eu encontrei a minha paz.