Meia hora de espera. Já devia estar habituada, mas, na realidade, não estou. Noutra situação ter-me-ia ido embora passados 15m, mas não vou ... O desejo vence-me e espero pacientemente, enquanto vou sendo “marcada” por vários homens que se vão aproximando do bar. A situação já está a ficar constrangedora quando finalmente Ele chega. Como por magia, todos os outros se afastam. Deixo de os ver. Só tenho olhos para um. Para ele. Dá-lhe um prazer perverso deixar-me assim neste tipo de situações porque me pergunta logo quantos já tentaram meter-se comigo. Observa que se soubessem que estou sem cuecas então é que era lindo. Há uma pessoa perto de nós que tenho a certeza que ouviu. Fico envergonhada mas também sinto um orgulho difícil de descrever. No bar há música ao vivo e vamos bebendo umas imperiais. De vez em quando, passa-me a mão por entre as pernas... e aprecia a pele macia e o meu estado de excitação . A minha ansiedade cresce, só quero sair dali, mas espero pacientemente que ele decida quando.
Passou-se talvez uma hora quando me diz que está na hora de irmos tratar de outros assuntos. O meu coração dispara, tremo de antecipação
Saímos do bar atulhado de gente. Ele como sempre ele vai á minha frente. O fresco da noite sobe-me pelo vestido e sinto-me melhor. Caminhamos calmamente de braço dado até casa. Ele vai falando dos livros que leu, do que tem andado a fazer, etc. Eu, como sempre, tento manter-me concentrada no que diz, mas já só penso no que me espera... Sofro por antecipação, a excitação de saber que vou sentir o seu toque.
Finalmente chegamos a casa. Pareço mesmo uma cadela no cio. Só me apetece agarra-lo, beijá-lo, pedir-lhe que me use, que me ame, que se sirva de mim! Ardo pelo chicote!
Beijamo-nos longamente. As suas mãos percorrem o meu corpo em movimentos lentos e provocadores. Manda-me despir o vestido. Fico calçada, com meias e o corpete novo que mal me deixa respirar. Ele elogia o corpete, diz que me fica surpreendentemente bem. Coro de orgulho. Adoro quando ele me elogia. Vira-me de costas, ata-me as mãos atrás das costas e diz-me para esperar.
Estou nervosa e tenho calor. Quero virar-me para ver o que ele está a fazer, mas não me atrevo.
O estalo do chicote na minha pele, assusta-me. Percebo o que me espera. Não tenho medo, antes pelo contrário, desejo-o. A dor liberta-me. O chicote assenta nas minhas pernas, rabo, costas, umas vezes mais leve, outras mais pesado. A dor começa a tornar-se quase insuportável. Queixo-me e como resposta levo mais. Estou à beira das lágrimas, quando finalmente pára. Abraça-me por trás. Segura-me firmemente e beija-me o pescoço e as costas. Os seus lábios são um bálsamo para o ardor do chicote. Uma mão desce até ao meu sexo e começa a torturar-me maravilhosamente o clitóris. Estou a derreter, é tão bom, não quero que pare. Quero vir-me e peço-o. Claro que me é negado “Não, cadela. Hoje acho que ficas a seco” “porquê?” – pergunto . “Porque, se calhar, apetece-me” é a resposta.
E a tortura continua. Não vou conseguir aguentar. Vou decepciona-lo e não quero que isso aconteça. Ele presente a minha agonia e liberta-me. Vira-me de frente para ele e pergunta :”Queres mesmo vir-te, puta?”
“Sim” – respondo “Por favor”
“Não sabes pedir! Pede como deve ser! – diz
Fico bloqueada. Não sei o que mais hei-de dizer. Peço novamente que me deixe vir, peço por favor, suplico, mas não tenho sorte
“Isso é o melhor que sabes pedir? Não chega!”
Tenho vontade de chorar, Não percebo o que fiz de mal.
“Fazemos assim” – diz “vais estender a roupa que está na máquina e depois pode ser que me convenças”
Fico espantada. Estender a roupa? Mas que raio de ideia... Ele ri-se e insiste, “Nunca estendeste roupa?”
Claro que já estendi roupa, mas...
Enfim, dou por mim, praticamente nua, a tirar a roupa da máquina e a estende-la. Felizmente até é pouca. Dou a tarefa por terminada e volto para a sala. Ele ri-se para mim e diz-me que espera que a roupa tenha ficado bem estendida. Coro um pouco. Não tenho bem a certeza, mas agora também já não há nada a fazer.
Estou com frio. Preciso de o abraçar, de sentir o seu calor junto do meu corpo.
“Ajoelha-te”
Sei exatamente o que significa esta ordem
Obedientemente, ajoelho-me e desaperto-lhe as calças. Assim que vejo o seu sexo excitado, esqueço-me do frio. Tal como é esperado de mim, peço-lhe se posso tocar.
“Sim” – responde
Estou feliz. Começo gentilmente e depois vou intensificando os movimentos e o ritmo. A minha boca gulosa faz o melhor possível por lhe agradar. Sinto o seu prazer e fico excitada. Ele segura-me a cabeça e fode-me a boca. “Podes tocar-te” concede. O meu sexo pinga, a minha excitação cresce.
Sinto-me completamente impotente, à sua mercê e estou nas nuvens...
Afasta-se de mim com um último gemido de prazer “Chupas bem, cadela” elogia. Olho para ele e sorrio. Os seus olhos brilham para mim. Adoro olhar para o seu rosto. Fico hipnotizada por aquele olhar tão seguro, tão calmo.
Vai à cozinha e volta com umas molas de roupa na mão. Coloca uma em cada um dos meus mamilos duros. O beliscão é tremendo. A dor é intensa, mas fininha. Beija-me e conforta-me por um momento. Ajoelha-se à minha frente e com a boca procura o meu clitóris. A sensação da língua quente é indescritível! Esqueço-me da dor provocada pelas molas e entrego-me aquele raro e doce prazer. A língua é substituída por uma mola. Grito, mais de surpresa do que de dor, mas não há condescendência. Com mais uma mola a torturar-me, enterra dois dedos bem fundo em mim e com outro dedo brinca com a ponta do clitóris apertado pela mola. Vacilo, tenho receio de cair, estou tonta e não tenho onde me segurar. Apenas o seu corpo, à minha frente, me dá algum equilíbrio. Abro mais as pernas. Preciso mesmo de me vir e peço o mais gentilmente possível. Para minha surpresa, recebo um sim. Não preciso de ouvir mais nada... o meu corpo estremece de prazer, sinto o orgasmo a percorrer o meu corpo como pequenas descargas elétricas. Fico sem fôlego, ele sabe bem como prolongar o meu prazer até ao limite.
Manda-me ficar quieta e vai para a casa de banho
As molas agora estão a doer mesmo. O aperto é quase insuportável, mas eu tento aguentar e espero que ele volte.
Parece que passou uma eternidade na casa de banho. Quando volta estou impaciente e quase a chorar. Suplico-lhe que me tire as molas.
Para testar a minha obediência, ainda brinca um pouco com as molas do peito, antes de as tirar. O meu corpo estava em tensão causada pela dor e grito quando as tira.
“muito bem – diz – vamos à 2ª parte”
Abraça-me e leva-me para o quarto. Deita-me em cima da cama e manda-me abrir as pernas. Coloca-se entre os meus joelhos e rapidamente está dentro de mim,
O meu sexo ainda escorre do intenso orgasmo, mas sinto-o quente e duro. Chegámos à melhor parte!! Como é bom ser fodida assim, sem dó nem piedade! A um ritmo cada vez mais rápido, mais intenso. As minhas pernas estão completamente abertas e o meu sexo, que já ganhou vontade própria, oferece-se sem pudor àquele maravilhoso vai vem. Mudamos de posição, agora comigo por cima dele. Não me permite baixar o ritmo, antes pelo contrário, incentiva-me a continuar, a oferecer-me ainda mais!
“Vem-te no meu caralho! Vem-te agora! “ – ordena-me
Obedeço imediatamente. Esfrego-me, enrolo-me, desenrolo-me, abro-me e venho-me intensamente.
Ele segura-me e acaricia as minhas costas. Não quero que aquele momento acabe. Quero continuar a senti-lo fundo dentro de mim! Quero que vá mais fundo, que me rasgue, que me mate de prazer.
“Cadela com cio!! O que gostas mesmo é de o ter todo enterrado” diz, como se isso não fosse já uma evidência
E continua a puxar-me para ele, a entrar e a sair de mim, num ritmo louco e divino. Eu pareço mesmo uma cadela, só quero mais e mais e contínuo a vir-me. Transpiro, tenho sede, doe-me o corpo, mas não quero que pare. É bom demais! É magnífico!
O causador da minha insanidade é perverso, claro. Gosta de me levar ao limite. Gosta que eu implore por misericórdia, que suplique e submete-me com uma facilidade única!
Estou mesmo exausta, mas não paro. Sinto que ele está próximo do orgasmo. Fazê-lo gozar em mim é a minha coroa de glória. Esforço-me mais e mantenho o ritmo. Contra todas as probabilidades, sinto que me vou vir mais uma vez. É incrível o efeito que este homem tem em mim.
“Onde queres? Na cona ou na boca? – pergunta
Onde quiseres – respondo
Agarra-me mais e começa a gozar. Senti-lo a vir-se faz com que eu me venha outra vez. Palavra que não percebo onde vou buscar toda esta energia, toda esta tesão. Ele vem-se calma e intensamente.
Estamos a transpirar, as respirações ainda aceleradas, naquele torpor de pós-sexo. Muitos beijos, muitas carícias, por entre meias palavras sussurradas ao ouvido. Estou definitivamente no Paraíso.

Afffff... Ler isto logo de manhã faz-me mal!
ResponderEliminarO sexo é para ser vivido assim, intensamente e cheio da cumplicidade que se nota à distância. É claro que gostei. Gosto de coisas descomplexadas, tal como são. :)
lol. Então uma leitura muito boa para começar a manhã. Ainda bem que gostaste.
EliminarBjs
Gostei, é sem duvida um relato intenso, mas. . . so fazes o que eu desejo e pouco mais :p
ResponderEliminarTudo o que se faz com intensidade tem outro sabor :)mas..., já agora, gostava de saber o que desejas para mim
EliminarMais tarde. . . mais tarde te darei o prazer de saberes. . . agora não, não quero eu dizer.
ResponderEliminarForte, intenso, tal como a vida deve ser apreciada!! Bom gosto, acima de tudo!!
ResponderEliminarObrigada :)) bjs
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